Câncer de mama: diagnóstico precoce é fundamental

Dados do Ministério da Saúde mostram que, entre as brasileiras que morreram de câncer, de 2011 a 2015, mais de 15% são vítimas do câncer de mama. É o tipo que mais mata as mulheres. Este é um tumor maligno, resultante da multiplicação de células anormais da mama. Há vários tipos – alguns se desenvolvem rapidamente, e outros, não. A maioria dos casos tem boa resposta ao tratamento, principalmente quando diagnosticado e tratado no início.

Vários fatores podem levar ao câncer de mama. Mas há formas de evitá-los: é importante manter hábitos saudáveis, com dieta equilibrada e exercícios físicos regulares para prevenir a obesidade. Bebidas alcoólicas, mesmo em doses moderadas, também são desaconselhadas – assim como a exposição frequente a radiações ionizantes (raios X).

Não é possível afirmar que exista uma relação direta entre o uso das pílulas anticoncepcionais e o aumento do risco para a doença, mas a primeira menstruação antes dos 12 anos, ter o primeiro filho após os 30 e não ter amamentado são considerados outros importantes fatores que merecem atenção. E, ainda segundo o Ministério da Saúde, a chamada Terapia de Reposição Hormonal, usada por muitas mulheres para aliviar os sintomas da menopausa, também aumenta os riscos do câncer de mama.

O autoexame

Estar atenta aos sinais que o corpo emite é importante, em todas as idades, mas muito especialmente para as mulheres de mais de 40 anos. É fundamental e urgente procurar um médico ao identificar qualquer anormalidade – caroço (nódulo) geralmente indolor, pele da mama avermelhada ou semelhante a uma casca de laranja, alterações no bico do seio e saída de líquido anormal das mamas.

Baixa adesão

Dados do SUS mostram que menos de 30% da população que deveria fazer a mamografia fizeram o exame. Para que ocorra redução na mortalidade pela doença, seria preciso que ao menos 70% das mulheres entre 50 e 69 anos aderissem ao rastreamento, segundo os estudos que basearam a orientação da OMS. Se você tem 50 anos ou mais, portanto, procure seu médico para agendar o exame preventivo hoje mesmo.

Estatísticas

– Em 2018, a estimativa é de que 59.700 novos casos de câncer de mama sejam diagnosticados no Brasil.

– Em Santa Catarina, a taxa estimada é de 61,9 casos malignos de câncer de mama para cada grupo de 100 mil mulheres.

– O Rio de Janeiro é o Estado com taxa estimada mais alta, com 92,9 casos para cada grupo de 100 mil mulheres.

– No sentido oposto do ranking, o estado do Amapá é o que tem a taxa estimada mais baixa, de 14,4 casos para cada grupo de 100 mil mulheres.

– Na mortalidade proporcional por câncer em mulheres, no período 2011-2015, os óbitos por câncer de mama ocupam o primeiro lugar no Brasil, representando 15,7% do total de óbitos.

– Esse padrão é semelhante para as regiões brasileiras, com exceção da região Norte, onde os óbitos por câncer de mama ocupam o segundo lugar, com 12,6%. Neste ano, os maiores percentuais na mortalidade proporcional por câncer de mama foram os do Sudeste (16,5%) e Centro-Oeste (16,1%), seguidos pelos Sul (15,8%) e Nordeste (14,8%).

– A mortalidade também aumenta progressivamente com a idade, conforme dados para o Brasil. Na população feminina abaixo de 40 anos, ocorrem menos de 10 óbitos a cada 100 mil mulheres, enquanto na faixa etária a partir de 60 anos, o risco é 10 vezes maior.

Fonte: INCA/ Ministério da Saúde



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