Colesterol e o risco para as doenças cardiovasculares

colesterol

A doença cardiovascular, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é a principal causa de morte no mundo, correspondendo a 30% das mortes globais, com números semelhantes no nosso país. Resumidamente, a base fisiopatológica para esses eventos cardiovasculares é a aterosclerose, que é uma doença inflamatória crônica na qual há formação de placas de lipídeos es outros componentes na parede dos vasos sanguíneos.

Esse processo que se desenvolve ao longo de décadas de maneira insidiosa pode, já nos primeiros sinais, apresentar eventos fatais ou altamente limitantes, como o infarto do coração e acidente vascular cerebral. Determinados fatores estão associados ao processo de formação dessas placas, entre eles, o aumento da pressão arterial, diabetes mellitus, obesidade e a dislipidemia, que inclui o aumento dos triglicerídeos e taxas elevadas de colesterol.

Tipos de colesterol

O colesterol é uma substância encontrada nas membranas celulares que participam na produção de alguns hormônio, vitamina D e ácidos biliares, necessários às células e tecidos.

Existem alguns subtipos de colesteróis circulantes no sangue, sendo os mais conhecidos o LDL e o HDL. O primeiro é conhecido popularmente como “ruim”, pois sua função é depositar colesterol nos tecidos. Cerca de 70% é produzido pelo fígado e somente 30% tem origem na dieta, existindo somente em produtos de origem animal.

Já o HDL, o “colesterol bom”, aumenta com a prática de atividade física e sua ação principal é retirar o colesterol depositado nos vasos. Ambos apresentam poucos sinais clínicos quando alterados. Sendo assim, o diagnóstico de taxas anormais de seus níveis é encontrado através de exames de sangue de rotina.

Doenças cardiovasculares

Os valores da normalidade dependem de fatores como, por exemplo, sexo, idade, doenças associadas e história familiar de eventos cardiovasculares. As metas para tratamento também podem variar conforme estratificação de riscos individualizadas para cada paciente. Fatores esses que podem, na maioria das vezes, serem prevenidos e controlados, com cuidados na saúde, alimentação, medicamentos e acompanhamento profissional.

Prevenção

Alguns cuidados que podemos ter na alimentação, visando controlar e reduzir o colesterol incluem mudanças na alimentação que resumidamente podem ser: preferir grãos integrais, vegetais crus e cozidos, legumes, frutas frescas ou congeladas, adoçantes não calóricos, carnes como peixes magros e frango sem pele, leites e iogurtes desnatados, e preparar alimentos grelhados, cozidos e no vapor.

Outros cuidados na saúde incluem a prática de atividade física regular, cessar tabagismo, ingestão moderada de bebidas alcoólicas e redução de peso. Há também diversos medicamentos disponíveis para controle e tratamento, sendo indicados em casos selecionados pelo médico, cujas metas não foram atingidas após mudanças anteriormente descritas ou níveis muito elevados no exame laboratorial.

Como vimos, as doenças cardiovasculares são as que mais matam no planeta e, no Brasil, isso não é diferente. Por esse motivo, é importante viver uma vida saudável e mudar hábitos que podem prejudicar a saúde do coração. Aliás, como está a sua saúde?  

Se você tem alguma dúvida ou deseja algum esclarecimento, deixe o seu comentário ou entre em contato com o Centro de Diagnóstico Cardiovascular do Hospital Dona Helena.  

Artigo escrito pela dra. Gabriela Aquim Yamane (CRM 14186), médica clínica com especialização em nutrologia, integrante do corpo clínico do Hospital.



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