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23/07/2010 - Desempregados têm autopercepção de saúde ruim

Estudo também revela associação entre autopercepção de saúde e o contexto do bairro em que se vive. 

AGÊNCIA NOTISA - A partir de dados coletados do Inquérito domiciliar sobre comportamento de risco e morbidade referida de doenças e agravos não-transmissíveis do Ministério da Saúde de 2002/2003 e do Censo Demográfico Brasileiro de 2000, Luana Giatti e colegas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveram um estudo para avaliar se desemprego e características socioeconômicas dos bairros estão relacionados com autopercepção de saúde ruim. Os resultados da pesquisa serão publicados no jornal internacional Social Science & Medicine.
Os pesquisadores afirmam no artigo que o estudo envolveu participantes de 15 a 64 anos de idade que viviam em quatro cidades brasileiras. Os dados do censo foram usados para calcular dois indicadores socioeconômicos dos bairros: proporção de chefes de família com renda baixa - uma variável de características de nível individual -, e que residem em favelas - uma variável contextual não capturada por propriedades individuais.
Dos 6.426 participantes, 20,6% reportaram autopercepção de saúde ruim. “A taxa de desemprego, bem como moradores de favelas ou de áreas de baixa renda foram significativamente associados com autopercepção de saúde ruim”, dizem os autores no texto. Entretanto, eles contam que a magnitude dessas associações foi atenuada depois de ajustes para características sociodemográficas, fatores de risco comportamentais e outros indicadores de saúde. Eles afirmam, entretanto, que a associação entre desemprego e autopercepção de saúde ruim não foi modificada por indicadores socioeconômicos do bairro.
Dessa forma, para os pesquisadores os resultados confirmam a associação entre desemprego e autopercepção de saúde ruim, independentemente das características pessoais e do contexto estudado. Também consideram que há clara associação independente entre autopercepção de saúde e o contexto do bairro em que se vive. “Mesmo assim, eles não mostram que os contextos do bairro investigados modificam as associações entre desemprego e autopercepção de saúde ruim”, dizem no artigo.

Fonte: Agência Notisa

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