É o que mostra estudo brasileiro realizado com 52 mulheres que será publicado em revista internacional.
AGÊNCIA NOTISA – Para avaliar o impacto da re-educação postural sobre a incontinência urinária de esforço e compará-la com o treinamento muscular do assoalho pélvico (técnica de fisioterapia), Celina Fozzatti, do Departamento de Urologia, do Setor de Urologia Feminina, da UNICAMP, e colegas desenvolveram um estudo com 52 mulheres. Os resultados da pesquisa serão publicados no European Journal of Obstetrics & Gynecology and Reproductive Biology.
Os autores explicam no artigo que dividiram as participantes em dois grupos. O primeiro foi submetido a sessões semanais de re-educação postural (G1) e o segundo realizou treinamento muscular do assoalho pélvico quatro vezes por semana (G2), ambos fizeram as atividades por três meses. Eles contam que as mulheres foram avaliadas através do King´s Health Questionnaire e de avaliação funcional do assoalho pélvico antes do tratamento, depois e seis meses após a terapia. Também foram avaliadas informações obtidas a partir de um diário miccional (quantas vezes urinou) de três dias, incluindo o uso de absorventes diários.
Segundo a equipe, “o número de episódios de perda diminuiu significativamente em ambos os grupos no final do tratamento e após seis meses de seguimento, com um decréscimo significativamente maior no G1”. O uso diário de absorvente também diminui em ambos os grupos. “No final do tratamento, 72% dos pacientes no G1 e 41% das pacientes do G2 não precisavam de absorventes e em seis meses de seguimento, 84% e 50%, respectivamente”, afirmam.
Com isso os autores concluem que a re-educação postural pode representar um método alternativo para tratar incontinência urinária em mulheres, e os resultados devem ser duradouros.
Fonte: Agência Notisa