Joinville ganha curso de inovação em saúde

A exemplo do que já ocorre em outros países, a área da saúde no Brasil vem recebendo expressivos investimentos em tecnologia, que prometem revolucionar o exercício da medicina. E Joinville sai na frente ao ganhar uma pós-graduação voltada à inovação na área da saúde, o curso Health Tech, da  Sustentare Escola de Negócios. O lançamento oficial ocorre em julho, com a palestra “Inovação em saúde – onde estamos e para onde vamos”, com o consultor médico de inovação do Hospital Albert Einstein, Felipe Augusto Santiago de Almeida.

“No Estado de Santa Catarina, Joinville está em segundo lugar, perdendo apenas para Florianópolis em número de startups focadas na saúde, e esse foi um dos motivos de criação do curso, que tem como objetivo fomentar ainda mais esse ecossistema”, ressalta o coordenador do curso Health Tech da Sustentare, professor Raúl Javales, doutorando e pesquisador em inovação tecnológica vinculado à Universidade de São Paulo (USP). Javales é também sócio da Inn.pulse/TNVG aceleradora e, em sala de aula, costuma aliar sua experiência de mercado à sua bagagem acadêmica.

O Health Tech é voltado a todos os profissionais da área de saúde e de startups, interessados em apostar em novas tecnologias, novos processos, bem como promover soluções para o atendimento médico, melhorar a produtividade dos profissionais de saúde, otimizar o tempo de atendimento e promover a qualidade de vida dos pacientes. O curso engloba módulos de Inteligência Artificial em Saúde, Lean Health, Design Thinking Aplicado na Saúde, entre outras disciplinas.

“Um lado crescente de demanda para saúde é a mudança que o mercado está sofrendo como um todo. O mercado da saúde está se reinventando, principalmente quando falamos em cadeia da saúde, quando pensamos em educação, prevenção, diagnóstico, tratamento, continuidade, tendo foco em atenção primária e atenção integral, tratamento de doenças crônicas e cuidados paliativos”, explica Javales. “E, principalmente, no modelo de negócio da saúde da saúde suplementar. Estamos saindo do ‘fee for servisse’ para pacotes de serviços muito amarrados a protocolos com garantia de efetividade do paciente, até repensar modelos como Home Care, tratamento residencial para que as pessoas não fiquem no ambiente hospitalar”, complementa.

“O foco está no conceito de ‘patient centricity’, que é até um passo acima da humanização e contempla pensar em tudo que eu tenho que fazer para que o fluxo de trabalho em relação ao paciente seja positivo”, salienta. “Qual é o ganho que tenho como modelo de saúde em si? Qual o ganho para o paciente? Qual a redução de custo e segurança de operação mais coerente nesse segmento?”. Segundo o professor, esses são alguns dos questionamentos que devem ser feitos. “A tecnologia para essas situações está ligada ao desenvolvimento de soluções disruptivas, não só em termos de inovação, mas em aplicação para a saúde”, explica o professor. “Por exemplo, tecnologias não percebidas para saúde, como reconhecimento de voz e facial. Como isso se torna um pacote de suporte à saúde como um todo?”, questiona.

Para mais informações sobre o curso Health Tech, acesse.



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