Notícias

Primeiro desfibrilador subcutâneo é implantado em Joinville

20 de dezembro de 2017

Aparelho age em casos de para cardíaca sem precisar tocar o coração

O cardiologista e eletrofisiologista Rafael Ronsoni realizou, nesta semana, no Hospital Dona Helena, o implante de um cardiodesfibrilador subcutâneo. Segundo o médico, foi o primeiro aparelho deste modelo implantado na cidade. O paciente, um homem de 36 anos, já havia sofrido com dois episódios de morte súbita por parada cardíaca. “Agora, caso o incidente se repita, o evento arrítmico poderá ser revertido prontamente”, explica. O procedimento contou com a participação de uma equipe com 10 pessoas.

Segundo ele, o grande diferencial do procedimento realizado no HDH é a capacidade de proteger contra a morte súbita sem tocar o coração. “O desfibrilador é subcutâneo, localizado entre a pele e a costela. Ele não utiliza eletrodos transvenosos, o sistema vascular se mantém preservado e reduz as chances de infecções e trombose. Ou seja, a efetividade é igual à do aparelho usado rotineiramente, mas ele apresenta mais segurança aos pacientes”, ressalta.

De acordo com Rafael, a chamada morte súbita por parada cardíaca pode ser causada por uma falha na atividade elétrica cardíaca ou associada à presença de doença estrutural do coração, como infarto ou insuficiência cardíaca: “Quanto mais rápido o atendimento, em caso de parada cardíaca, maior a chance de sobrevivência. A cada minuto perdido, a chance de sobreviver diminui de 7% a 10%”.

Nesses casos, é indicada a colocação de um dispositivo, semelhante a um marca-passo, que reconhece a arritmia e emite um choque interno, chamado de desfibrilador. “O modelo que costuma ser utilizado consiste em um eletrodo (fio) implantado na superfície interna do coração que é conduzido através de uma veia. O problema é que esse fio pode ocluir a veia e, em caso de infecção, estará em contato direto com o órgão”, observa o médico.

Certificações
Afiliações