Prática da reciclagem tem forte impacto social

Quase 160 mil toneladas de resíduos urbanos são geradas por dia no Brasil, segundo o Instituto Akatu, que trabalha pela mobilização da sociedade para o consumo consciente. A organização lembra que, em média, cada brasileiro gera 1,4 kg de resíduos por dia, dos quais 60% são orgânicos e 40% são materiais recicláveis ou rejeitos sem utilização possível.

Como diminuir o lixo que a gente produz? A resposta está na reciclagem. “Muito daquilo que é descartado cotidianamente e chamado de lixo pode ser reaproveitado por meio do processo de reciclagem”, ensina o Akatu. “Reciclar não é suficiente para resolver o problema dos resíduos, mas é essencial na busca pela solução. Contribui com a economia de água e energia, além de reduzir os custos de matérias-primas industriais e diminuir o volume de resíduos gerados pela exploração de recursos naturais, como na mineração.”

O país gera em torno de 200 toneladas de lixo diariamente e, segundo a Associação Internacional de Resíduos Sólidos (ISWA), estima-se que cerca de 1% dessa quantidade seja só de resíduos do sistema de saúde – o lixo hospitalar, subdividido em químico, biológico, infectante e até radioativo. O Brasil ainda apresenta índices de reciclagem abaixo da média internacional, segundo o Ministério do Meio Ambiente: cerca de R$ 8 bilhões por ano são perdidos por não reciclar os resíduos sólidos ou destiná-los indevidamente aos aterros e lixões.

Foi com o objetivo de aprimorar a separação do lixo que o Hospital Dona Helena visitou recentemente a Associação Ecológica de Recicladores e Catadores de Joinville (Assecrejo), no bairro Aventureiro, em Joinville. Dirigentes e funcionários participaram da visita, que serviu para elucidar dúvidas sobre o tema, bem como mostrar soluções sobre como se desfazer do lixo de maneira segura e ecológica.

Segundo a engenheira ambiental Mariele Simm, da Comissão do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde (PGRSS), que acompanhou a visita, os materiais que podem ser reciclados são papéis, papelão, isopor, plástico e metais que não tiveram contato com fluídos corpóreos. A ida à Assecrejo foi uma oportunidade para conhecer e valorizar o trabalho dos recicladores. “Eles se esforçam para realizar o serviço da melhor forma possível. Outro ponto forte foi conscientizar o time sobre riscos a essas pessoas quando fazemos o descarte incorreto dos resíduos”, frisa.

Para Samara Beatris dos Santos, técnica de enfermagem, a visita foi “acolhedora e bastante proveitosa”. “Conhecemos todo o processo de separação e armazenamento de resíduos”, conta. Poucas pessoas sabem como fazê-la corretamente, ou quais são os seus reais impactos. “Há muitos resíduos recicláveis misturados com não recicláveis que nem todos separam ou não sabem o descarte correto, sendo que parte é enviada para o aterro sanitário e acaba perdendo o potencial de reciclagem”, aponta Samara.



Deixe uma resposta

Certificações
  • Certificado NBR ISO 9001
  • Joint Comission International Quality Approval
Afiliações
  • Anahp