Programa institucional estimula ação voluntária

A ação voluntária é a alma de cinco projetos ligados ao Programa de Humanização do Hospital Dona Helena, reunindo dezenas de participantes. Todos eles são homenageados no dia 28 de agosto, quando transcorre o Dia Nacional do Voluntariado. O mais antigo desses projetos leva o nome de “Agente Solidário Hospitalar” e se caracteriza por visitas de acolhimento espiritual, uma atividade totalmente ecumênica, sem cunho evangelístico ou missionário. Os integrantes participam de curso de capacitação fornecido pelo HDH e atividades de educação continuada mensal, na linha da clínica pastoral, com a capelã e a psicóloga do hospital.

No “Jogos para Vida”, os voluntários fazem visitas a pacientes adultos em situações especiais com o propósito de realizar atividades lúdicas (jogos), saindo do foco da doença. O “De Portas Abertas para a Arte” se propõe a tornar os corredores do hospital um palco para o canto, a música e outras expressões artísticas. No caso do “Pedagogia Hospitalar”, em parceria com a Faculdade de Pedagogia de Joinville, os alunos participantes são orientados a realizar atividades ludo-pedagógicas com as crianças internadas.

Já o “Hospirrisos: Agentes da Alegria” se caracteriza por visitas a pacientes a partir da experiência do clown, levando alegria e descontração aos internados. O requisito para participar é frequentar uma oficina de capacitação que ocorre anualmente entre os meses de janeiro e abril.

Voluntária do Hospirrisos desde o início do projeto, em 2006, a enfermeira Taisa Baumer Estrela, 32 anos, que é servidora pública municipal, interessou-se pelo projeto quando estava na faculdade. Abaixo, o depoimento de Taisa.

“Já na faculdade, queria participar de algum programa de voluntariado. Caracterizar-se de palhaço e levar alegria era algo que eu queria experimentar. Deu tão certo que eu não saí do grupo desde então. Sinto orgulho de fazer parte de um voluntariado que tem como intuito levar alegria, carinho, mesmo que só por um breve momento, para alguém que está num hospital, um ambiente não muito agradável e até visto como hostil. Levamos alegria por onde passamos: pacientes, acompanhantes, visitantes, funcionários, com o foco principal no paciente, que muitas vezes está carente de carinho ou atenção. Fazer a diferença na vida de alguém, de forma, positiva, é o que me inspira. E acredito que, em meio aos nossos defeitos e limitações, cada um tem algo de bom a oferecer ao outro. Está comprovado cientificamente que o riso é terapêutico. Acredito que, quando doamos parte do nosso tempo para o outro, seja para levar alegria, afeto ou simplesmente ouvi-lo, ‘plantamos uma sementinha do bem’ na vida daquela pessoa. A sociedade precisa entender que dependemos uns dos outros, e por isso se estivermos atentos às pessoas que estão ao nosso redor, procurando fazer o bem, tratá-las com respeito, com certeza o planeta seria um lugar melhor. Temos que sair do nosso ‘mundinho individual’ e expandir nossos horizontes e refletir sobre o que realmente importa na nossa vida.”

 

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