O que é a enxaqueca?

15 de agosto de 2016

A enxaqueca é uma dos agravos à saúde mais comuns que existem. Cerca de 20% da população tem de conviver com o sintoma ao longo da vida. As mulheres são mais afetadas que os homens, numa proporção de quase quatro mulheres para cada homem. Os sintomas podem atrapalhar no trabalho, estudo ou mesmo no lazer. Em geral, a enxaqueca começa na infância ou na adolescência e acompanha o indivíduo até o final da vida.

Só recentemente a medicina tem descoberto o que causa a dor de cabeça: sabe-se que é uma característica individual geralmente genética que faz que os neurônios que comandam a entrada da informação de dor na região da cabeça ficam mais sensíveis e desencadeiem inflamação das veias e dos tecidos que envolvem o cérebro.

ENXAQUECA É A MESMA COISA QUE DOR DE CABEÇA?

Geralmente sim, boa parte das dores de cabeça são de fato decorrentes à enxaqueca. Porém existem outros tipos de dores de cabeça que podem acompanhar o paciente além da enxaqueca, um exemplo é a cefaleia tensional.

A dor de cabeça pode também ser consequência de alguma outra doença mais séria como doenças vasculares cerebrais, inflamações ou infecções. Felizmente menos que 5% dos pacientes que vem com pronto socorro com queixa de dor de cabeça tem uma doença mais grave como causa do sintoma. Mais abaixo você verá alguns sinais de alerta que devem motivar à busca por auxílio médico quando presentes.

Por sua vez a enxaqueca não se trata apenas da dor, frequentemente os pacientes com enxaqueca relatam mudanças no humor, sintomas como alterações visuais, sensações de dormência e fraqueza, náuseas e vômitos. Podem sentir uma espécie de “ressaca” que permanece por horas ou poucos dias após a dor ter ido embora. Tudo isso contribui para a redução da qualidade de vida que a enxaqueca pode causar.

TENHO ENXAQUECA, CORRO ALGUM RISCO?

A enxaqueca constitui um fator de risco fraco para AVC isquêmico. Mas isso não deve trazer preocupação maior até porque quem tem enxaqueca fica mais motivado a desenvolver hábitos mais saudáveis de vida para o controle da dor e que resultam numa redução significativa de ter um AVC ou um infarto do coração no futuro.

O maior risco da enxaqueca é tornar-se crônica e com isso ser um grande incômodo na vida do paciente. A melhor forma de prevenir essa complicação é manter as crises bem controladas e não ter receio em usar o tratamento preventivo sempre que esse for recomendado pelo seu médico.

QUANDO DEVO ME PREOCUPAR COM A ENXAQUECA?

Quando houver mudança brusca da frequência ou do tipo da dor que o paciente costuma ter. Nesses casos é importante buscar por um profissional da saúde para maiores orientações.

Existem algumas condições, porém que devem motivar qualquer pessoa, tendo enxaqueca ou não, a buscar auxílio médico imediato, são elas:

(1) A pior dor que sentiu na vida, que não alivia com a medicação;

(2) Dor persistente ou que cresce a dia a após dia;

(3) Dor desencadeada por atividade física;

(4) Quando a dor de cabeça é acompanhada por outros sinais como desequilíbrio, fraqueza ou alteração visual.

QUAL O TRATAMENTO DA ENXAQUECA?

O tratamento da enxaqueca deve envolver sempre três elementos: a educação do paciente, o tratamento das crises e medidas preventivas. Quando o paciente educa-se sobre seu sintoma, ele passa a identificar aqueles fatores que desencadeiam ou aliviam sua dor e com isso passa a evita-los ou a se prepara quando são inevitáveis. Os fatores desencadeadores mais comuns são

(1) Estresse;

(2) Dormir demais ou de menos, dormir em horários não habituais, por exemplo, à

(3) Luminosidade excessiva ou inadequada;

(4) Ambiente com excesso de estímulos;

(5) Cheiros como perfumes, produtos de limpeza e outros;

(6) Algumas pessoas podem ser sensíveis a determinados alimentos como bebidas fermentadas, queijos curados, embutidos, enlatados, alimentos com corantes e cafeína em excesso.

Para o tratamento das crises de enxaqueca, a regra número um é tentar identificar o começo da crise e tomar as medicações orientadas numa dose adequada. Tratando a crise no começo reduz a chance de experimentar uma crise de intensa dor.

Outra recomendação é recolher-se em um ambiente sem muitos estímulos por exemplo, num quarto escuro. Outras medidas como estímulos gelados nas têmporas e respirar ar com alta concentração de oxigênio também podem contribuir para amenizar a crise de dor.

Uma parte dos pacientes vai apresentar em algum momento da vida crises com tal frequência em que o tratamento preventivo será indicado. O objetivo é diminuir o número de crises e sua intensidade além de melhorar a resposta aos analgésicos. O tratamento pode ser feito com remédios, suplementos alimentares ou medidas como acupuntura. Nos casos em que a enxaqueca tornou-se crônica conta-se como grande aliado a toxina botulínica, o BOTOX ®. Esse tratamento é capaz de reduzir em até 80% dos episódios de dor com a grande vantagem de não necessitar do uso diário de comprimidos.

EM RESUMO, A ENXAQUECA É UMA VERDADEIRA DOR DE CABEÇA. APESAR DE NÃO TER CURA, MEDIDAS SIMPLES PODEM RESULTAR NO SEU CONTROLE E NA MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA DOS PACIENTES.

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