Dor no quadril: cuidados, sintomas e tratamento

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Muitas pessoas costumam sofrer de dores no quadril. Uma das patologias associadas a esse tipo de problema é o “Impacto Femoroacetabular”, conhecido pela sigla FAI. Ele ocorre quando há muito atrito na articulação do quadril.

Mais comum em atletas de alto nível, a doença pode ocorrer em indivíduos ativos, que realizam prática esportiva no dia a dia, e podem se associar a danos na cartilagem, artrite de quadril, dor lombar, entre outros.

Sintomas

Os principais sintomas são dores no quadril, em movimentos para frente, para o lado ou para trás, e perda de movimento. O diagnóstico, nesse sentido, se baseia no exame físico, na história do paciente e em radiografias.

Os pesquisadores ainda não conseguiram descobrir se a FAI é uma condição que começa no nascimento, por meio de associações congênitas e genéticas, ou se desenvolve na adolescência, sendo adquirida. É provável que seja uma combinação de genética com meio ambiente. Entre as atividades em que o impacto femoroacetabular se associa estão ioga, futebol, dança, golfe, tênis, ciclismo, artes marciais, surfe, entre outras.

A doença pode também não apresentar dor. Nesses casos, as maiores queixas são rigidez e perda de amplitude de movimento do quadril. A perda progressiva do movimento no quadril, muitas vezes, está relacionada com a FAI, por isso é necessário consultar um médico para verificar todas as opções. Dores nas costas, localizadas na região lombar, também podem estar associadas.

Tratamentos

As opções de tratamento podem ser ou não cirúrgicas. Se paciente e médico optarem pelo tratamento não cirúrgico, é preciso uma mudança no estilo de vida, para um ritmo menos ativo, e o compromisso com a manutenção da força do quadril.

Geralmente, a FAI é uma condição crônica que não costuma responder às injeções de quadril ou de fisioterapia em longo prazo. Um programa de terapia física com ênfase no fortalecimento do quadril, em vez de alongamento, pode ser benéfico.

No caso da cirurgia, pode ser feito uma artroscopia ou cirurgia aberta. Nesses casos, todas as partes danificadas são reparadas e existe o estímulo para crescimento de uma fibrocartilagem.

 

André Moura, ortopedista integrante do corpo clínico do Hospital Dona Helena

 



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