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Portal saúde business (SP) destaca trabalho de ortopedista do HDH

15 de abril de 2020

A impressão 3D saiu do setor industrial e hoje impacta cada vez mais o setor da saúde. A tendência já ajuda médicos no planejamento de cirurgias complexas, permite a criação de próteses, órteses e implantes personalizados e auxilia estudantes de Medicina. As estruturas em 3D também são usadas cada vez mais na preparação de cirurgias complexas e como guia para orientar direção e profundidade em operações minimamente invasivas. No Hospital Dona Helena, de Joinville (SC), Guilherme Augusto Stirma, ortopedista especialista em ombro e cotovelo que integra o corpo clínico da instituição, já aplica a técnica inovadora no hospital. Ao lado do também ortopedista e especialista na área, Felipe Baracho, o profissional realiza o estudo digital prévio cirurgias e já visualiza bons resultados.

Stirma realiza todo o planejamento cirúrgico prévio do paciente a partir de exames de imagem, como uma tomografia ou uma ressonância magnética. Com isso, ele consegue realizar análises gráficas de fraturas, por exemplo, criando moldes digitalmente em 3D, o que resulta em guias operatórios. “Com tecnologia própria, consigo criar uma imagem digital, faço um polimento, seleciono o que eu quero analisar e jogo para um programa de desenvolvimento gráfico, para criação de objetos. E com isso analiso e consigo desenvolver guias e afastadores que vão me ajudar no objetivo da cirurgia”, explica. “Nada que desenvolvo é implantado no paciente. Esse trabalho me ajuda a realizar a cirurgia de maneira mais rápida e assertiva: consigo identificar previamente as dificuldades que terei no procedimento cirúrgico.”

Entre as demais vantagens, lista-se o menor tempo cirúrgico, menores quantidades de anestesia e de sangramento, além de menores taxas de complicações cirúrgicas, muitas já previstas na análise gráfica pré-operatória. “Observamos que as cirurgias ficam mais rápidas, os resultados radiográficos, melhores, e os resultados clínicos se tornam mais favoráveis aos pacientes”, frisa o especialista, que enxerga o método com uma tendência futura na medicina. “Todo paciente que vai ser operado quer ter certeza de resultado. Se você opera o paciente e já tem uma visão das complicações e dificuldades que terá, já é algo facilitador, já se está à frente”, aponta.

Stirma está à frente de uma pesquisa desenvolvida no Centro de Traumatologia do Esporte do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Ele está difundindo sua linha de estudo para outros pesquisadores. “São poucos profissionais no âmbito nacional e internacional que utilizam a técnica de impressão e planejamento de guias personalizados”, aponta o médico. Uma das dificuldades para a difusão do método está na complexidade para aplicá-lo: é necessário ter conhecimentos em programas de desenvolvimento gráficos, alguns deles utilizados frequentemente nas áreas de arquitetura e engenharia. “O médico tem que ter curiosidade em tecnologia e dedicação para aprender sobre programação. São quatro programas que utilizo. Um deles é de arquitetura e engenharia civil. É muito difícil, tive que fazer aulas para aprender. Aprendi a usar em prédios para depois desenvolver em ossos.”

 

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