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Separação do atendimento no Dona Helena é destaque no Hospitais Brasil

7 de agosto de 2020

Desde o primeiro momento da crise provocada pela Covid-19, o Hospital Dona Helena, de Joinville (SC), instituiu um comitê especial de enfrentamento, acompanhando as mudanças de cenários e promovendo ações estratégicas, para garantir o melhor atendimento e proporcionar a maior segurança possível aos funcionários e pacientes. Atento às diretrizes científicas e às recomendações de organismos do setor da saúde, vem implementando diversas medidas para qualificar a assistência ao fluxo crescente de pacientes com sintomas respiratórios.

O comitê realiza reuniões semanais e, dependendo da situação, até diárias. “Temos uma expectativa, otimista, de que vamos nos manter nesta mesma condição estável”, informa o diretor geral José Tadeu Chechi. “Nossa estrutura física permite a ampliação dos leitos de UTI exclusivos para casos de Covid-19, mas temos preocupações relacionadas ao remanejamento de funcionários e ao desabastecimento de anestésicos no Brasil”, ressalta. A estimativa é de que o abastecimento de anestésicos se normalize a partir da queda de uso nos grandes centros do país. “O hospital mantém a situação sob controle, monitorando diariamente o consumo de seus materiais e medicamentos”, assegura o diretor geral.

Triagem e separação de emergências

“Uma das primeiras medidas que tomamos, em março, foi realizar a triagem dos pacientes e a separação da emergência. Antes, tínhamos as emergências adulta e pediátrica. Desde o começo da pandemia, separamos em respiratória e não respiratória, para que o os pacientes não se misturassem”, relata Tadeu. “Todo paciente com sintoma respiratório é suspeito de ter Covid-19, sendo orientado para se dirigir à emergência respiratória”, detalha Danilo Abreu, superintendente médico do Dona Helena. Dentro da emergência respiratória, realiza-se o exame RT-PCR para pacientes que apresentem sintomas respiratórios com indicação de internação, respeitando os critérios estabelecidos pela Vigilância Epidemiológica. O exame RT-PCR é considerado “padrão-ouro” no diagnóstico da fase inicial da doença. “Se o resultado for positivo, o paciente é direcionado para uma área de isolamento dentro do hospital, onde só circulam pacientes suspeitos ou confirmados, seja unidade de internação ou UTI. Não há contato com os demais pacientes”, frisa Danilo.

Segurança no atendimento eletivo (serviços de ambulatórios e exames)

O Dona Helena está controlando o número de atendimentos por hora, dia, especialidade e serviço, com o objetivo de respeitar o distanciamento entre as pessoas e evitar aglomeração de pacientes. O número de pessoas por ambiente é limitado, inclusive dentro de elevadores e salas de espera. Os lugares na sala de espera foram demarcados, respeitando o distanciamento, e todos os profissionais que atendem os pacientes seguem regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso de equipamentos de segurança. O uso de máscaras é obrigatório para todos os pacientes e acompanhantes. O hospital mantém as consultas realizando a devida higienização dos consultórios, conforme estabelecido pela Anvisa.

“Nos serviços de ambulatório, se o paciente tiver sintoma respiratório, reagendamos a consulta para não misturarmos o atendimento ambulatorial de quem não tem sintoma com quem tem. O mesmo procedimento se aplica a exames de imagem em pacientes com suspeita de Covid-19”, informa o superintendente médico. “Não agendamos consultas e exames se o paciente estiver gripado, só fazemos em caráter de urgência e emergência, adotando um fluxo exclusivo. Checamos se existem sintomas nos momentos de agendamento, na confirmação, via site do hospital e pessoalmente, quando o paciente chega à instituição.”

Sala exclusiva em centro cirúrgico

“No centro cirúrgico, se for uma cirurgia de urgência ou emergência de um paciente que tenha sintoma respiratório, também temos uma sala exclusiva para esse procedimento. É uma sala distinta das outras de atendimentos eletivos, com fluxos totalmente diferentes”, informa Danilo. Para os demais atendimentos cirúrgicos, o hospital ainda trabalha com número reduzido de salas. “Os pacientes costumam ter uma curta permanência na instituição. Há casos em que não são realizadas internações. O paciente tem a operação feita pela manhã e vai embora à tarde. Temos feitos procedimentos de baixa complexidade neste primeiro momento, tomando todas as medidas de segurança que precisam ser tomadas”, esclarece Tadeu.

Exames para detecção da Covid-19 em sala exclusiva e privativa

No laboratório, os exames para detecção da Covid-19 são realizados com horário agendado, em sala privativa e exclusiva. Além do RT-PCR, a instituição também oferece o teste rápido (imunocromatográfico), cujo resultado é informado durante o atendimento e sorologia.

Os demais exames estão sendo realizados normalmente, com limitação de pessoas na recepção e nas poltronas, respeitando as medidas de distanciamento.

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