
As quedas entre pessoas idosas representam um dos principais fatores de risco para a saúde e a qualidade de vida na terceira idade. Bastante comuns em pessoas com idade avançada, esses episódios podem indicar o início de fragilidade física ou até mesmo a presença de doenças agudas.
De acordo com o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), cerca de 40% das pessoas com 80 anos ou mais sofrem pelo menos uma queda ao ano.
Os acidentes geralmente estão associados a fatores ambientais, como escadas sem corrimão, pisos escorregadios, ambientes escuros ou úmidos, excesso de obstáculos, tapetes soltos e espaços reduzidos. Além disso, condições próprias do envelhecimento, como fraqueza muscular, diminuição da visão e perda de equilíbrio, também contribuem para o aumento do risco.
O ortopedista do Hospital Dona Helena, Augusto Cesar Lopes, explica que as quedas podem causar lesões graves e comprometer significativamente a saúde do idoso.
“Quando uma pessoa idosa sofre uma queda, as regiões mais atingidas costumam ser punho, ombro, coluna e quadril, com ocorrência frequente de fraturas. Além disso, traumas na cabeça podem acontecer e representar um risco ainda maior, colocando até mesmo a vida do paciente em perigo”, destaca o especialista.
O médico reforça que a prevenção é fundamental para reduzir os riscos dentro de casa e em ambientes de convivência. Entre as medidas recomendadas estão o uso de calçados fechados e antiderrapantes, a retirada de obstáculos das áreas de circulação, como fios, móveis e tapetes, além da instalação de barras de apoio em banheiros e corrimões em escadas.
“Pequenas adaptações no ambiente podem fazer uma grande diferença na segurança e na qualidade de vida da pessoa idosa”, ressalta Augusto Cesar Lopes.