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Gente do Dona

Falta dos abraços e da família

Elizandra Custódio Olegário, 38 anos, trabalha como copeira na Emergência do Dona Helena e está para completar a primeira década de atuação no hospital. Casada com o vigilante Leandro, mãe de Maria Eduarda, 20 anos, Vitória, 15, e Pedro Henrique, 8, viu a mãe Eduviges e as irmãs Vanessa e Elaine superarem a Covid-19. Ao mesmo tempo, chorou a perda do pai, Valmor, aos 63 anos. Seu Valmor ganhava a vida como pintor, em Itajaí, terra natal da família. Confirmado o diagnóstico, foi internado. Na UTI, sofreu infartos, o pulmão não reagia. “Os médicos fizeram o possível, mas não conseguiram salvá-lo”, conta Elizandra

A família mantém todos os cuidados para manter o vírus fora de casa. Quando chegam do serviço, Elizandra e o marido trocam de roupa na lavanderia e já deixam tudo por lá, para a higienização diária. Os três filhos ajudam nas tarefas domésticas e a mais velha dá o apoio regular nas atividades escolares. Quase nunca saem de casa – e, se saem, é sempre de máscara. “Fico triste quando ligo a televisão e vejo tanta gente indo embora. Ninguém imaginava que a pandemia fosse tão longe e este vírus fosse tão agressivo”, ela reflete. “Pena que, enquanto uns se cuidam, outros não dão importância para a doença. Espero que ponham a mão na consciência, respeitem o próximo.” O que você vai fazer quando a pandemia passar? “Encontrar toda a família, é o que mais sinto falta. Não está fácil ter que se contentar com abraço virtual e videochamadas.”

Diretor Técnico: Dr. Bráulio Cesar da Rocha Barbosa - CRM 3379