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Gente do Dona

Faltam os abraços

Bárbara Gomes Soares, líder da UIC e enfermeira da gestão de leitos, viu a vida mudar radicalmente, quando a pandemia se instalou em Santa Catarina, em março do ano passado. “No início, era tudo novo, não sabíamos quase nada a respeito do vírus, principalmente sobre tratamento e recuperação. Quando surgiram os primeiros casos aqui, fiquei 50 dias longe da minha filha e do meu marido. Eles foram para a casa dos meus sogros, porque eu tinha medo de me contaminar e passar para eles”, recorda a profissional.

Com o tempo, tanto ela quanto toda a equipe acabaram percebendo que o risco maior não estava dentro do hospital, onde havia todos os cuidados e EPIs necessários. O perigo vinha de fora. “Na época, meu marido trabalhava em um estabelecimento essencial e continuou com suas atividades, mas eu sempre lembrava de todos os cuidados necessários. Minha filha parou de ir à escola e iniciou as aulas on-line”, lembra Bárbara, ao sublinhar que hoje a família está bem, não se contaminou, mas se mantém consciente de todos os cuidados.

Mas não foram – não são – tempos fáceis. “Era bem difícil falar com eles só por vídeo. Minha filha Laís tinha 15 anos” recorda a enfermeira, que também parou de visitar seus familiares de fora de Joinville, o que fazia ao menos uma vez por ano. E se há algo de que a profissional realmente sente falta, nesses tempos complexos, é do abraço da família, principalmente em dias mais complexos. “Alguns momentos que precisava conversar, um abraço da família, chegava em casa esperando aquele aconchego familiar e não tinha”, lamenta, lembrando de quando sua irmã, que mora em outro Estado, pegou Covid. “Também foi muito complicado, pois não poderia ir para lá – as normas dos hospitais de lá, são iguais às daqui Não podemos fazer visita. Graças a Deus ela ficou bem e não precisou de internação.”

Para Bárbara, a alta hospitalar acabou se tornando uma das maiores alegrias das equipes. “Recebo os pacientes no pós-Covid e acabo acompanhando o tempo de internação e o progresso desta internação. Quando esses pacientes têm alta é uma alegria imensa para todos nós da equipe de enfermagem e multidisciplinar.” Convicta de que a vacinação é a esperança de tempos melhores, a profissional, natural de Santos (SP), se vê, hoje, como uma pessoa mais afetiva, que valoriza ainda mais o estar em família. “Abraço e beijo minha filha toda hora, quando estou em casa”, sorri ela.

Diretor Técnico: Dr. Bráulio Cesar da Rocha Barbosa - CRM 3379