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Gente do Dona

Flowing life!

Sou head de comunicação e marketing no hospital há pouco mais de 10 anos, e já vivenciei muitas situações delicadas, mas nada comparado com o momento atual.

Ao longo dos meus 42 anos, várias foram as oportunidades de superação e adaptação.  Meus colegas puderam acompanhar recentemente um período bem difícil que me trouxe inúmeras incertezas: o linfoma. Mesmo quando recebi esse diagnóstico, não me abalei. Sabia que seria ´complicado, com muita medicação, várias espetadas e o medo do desconhecido, mas sempre tive a convicção que sairia daquela situação, e saí.

Retornei ao trabalho após seis meses de afastamento, e já na segunda semana fui convidada a integrar o comitê de crise para o enfrentamento do novo coronavírus; até então, não tinha dimensão da crise que se aproximava, sabia que seria puxado, mas não tanto.

De lá para cá, adaptei alguns hábitos e intensifiquei outros, como o uso de álcool gel, e busco me manter longe de riscos potenciais de contaminação, como reuniões de amigos ou familiares, vida social agitada e comércio em geral. Transformei minha rotina de baladeira em caseira. Não foi muito simples, mas a força de vontade para não ficar doente novamente é bem maior que o desejo de estar com as pessoas – ressignifiquei o conceito de bem-estar e alegria. Hoje, fico alegre com agulhas de crochê e fios para bordar, apenas não pude abrir mão dos treinos, a atividade física me ajuda tanto fisicamente quanto emocionalmente, e das caminhadas com meu dog, o Tchaikovsky.

Viajar sempre foi uma paixão, hoje me conformo em ir a Curitiba, onde mora meu namorado, o Mauri, e por lá passeio em lugares abertos e de pouca circulação de pessoas.

A convivência com os colegas da assistência me emociona, o tanto de coisas que eles abrem mão e a dedicação com que cuidam dos pacientes são dignos de admiração. Quando fico chateada por não poder fazer algo, em virtude do novo normal, lembro das coisas que eles enfrentam, das dificuldades que encaram para tratar de pessoas que nem sempre se cuidam, que negligenciam uma doença verdadeira e terrível. Hoje vacinada e adaptada ao tal de novo normal, continuo confiante de que sairemos desta mais empáticos e fortalecidos, na certeza que logo a vacina chegará para todos

Diretor Técnico: Dr. Bráulio Cesar da Rocha Barbosa - CRM 3379