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Gente do Dona

Pandemia faz as pessoas melhores

Lisa Mabel Vargas Merino está há 23 anos no Dona Helena. Coordenadora da Farmácia há sete, a chilena Lisa, que veio para o Brasil ainda criança, chegou à instituição como estagiária em Análises Clínicas – e fez sua formação superior em Farmácia Bioquímica, já trabalhando. A pandemia a surpreendeu pouco tempo depois de um momento de mudança em sua vida, logo após seu companheiro muda-se para o exterior à trabalho, em acordo com seus cinco irmãos, decidiu trazer sua mãe, de 75 anos, para viver com ela.  “Quando chegou a pandemia, claro, fiquei assustada. Havia aquela grande preocupação inicial com as pessoas de mais de 60 anos. Mas logo as coisas foram se acomodando – e hoje percebo que ter minha mãe em casa foi a melhor atitude, fazemos companhia uma à outra”, conta Lisa, explicando que elas estabeleceram uma espécie de código de conduta: quando a moça chegasse em casa e mantivesse uma maior distância, era porque havia tido contato com alguma pessoa contaminada. E então, era afastamento de quarentena, mesmo.

Para a farmacêutica, a pandemia mostrou claramente a fragilidade do ser humano. Não apenas a fragilidade física, mas também psicológica e emocional. No trabalho, estabeleceram-se novas rotinas – ainda que as mudanças tenham sido mais sutis, em seu setor, considerando as adaptações mais drásticas, necessárias às áreas em contato direto com pacientes de Covid-19. “Uma das situações mais duras para nós era a incerteza de não saber se trabalharíamos com a mesma pessoa, no dia seguinte”, lembra Lisa, sublinhando o desafio cotidiano, para as chefias, de oferecer alguma segurança às equipes.

No âmbito pessoal, Lisa entende que a pandemia fez seres humanos melhores. “Percebo, em mim mesma, que nos tornamos pessoas mais empáticas, passamos a ver melhor o outro”, constata a profissional, ao explicar que o fato de viver um problema sanitário mundial faz com que todos sejam afetados, de uma ou outra maneira. Mas, talvez, o mais difícil do dia a dia profissional seja ter que testemunhar o sofrimento – especialmente de colegas que enfrentaram a doença, eles próprios ou seus familiares. “Está sendo um grande aprendizado para todos, certamente.”

Diretor Técnico: Dr. Bráulio Cesar da Rocha Barbosa - CRM 3379