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Gente do Dona

Rosas todos os dias

A joinvilense Louise Cristina da Silva Mähl é enfermeira no setor de Controle de Infecção e está no Dona Helena há 14 anos. Integrante de uma equipe que se dedica a uma atividade-chave, em se tratando de pandemia, Louise acabou presenteada com um belo ato de gratidão de um vizinho: Irineu, de 70 anos, diariamente, deixa uma rosa no parabrisas do carro de Louise, como forma de agradecer, em nome da comunidade a dedicação dos profissionais da saúde, no atendimento às vítimas da pandemia. “Um gesto simples e de tanto carinho me fez refletir o quanto nossa profissão é bonita. Eu acabei sendo, naquele momento, uma representante de vários profissionais da saúde que dedicam seus dias em prol da vida do outro.”

Homenagem, aliás, justa e merecida, já que a batalha ainda é dura para todos – mesmo que as equipes estivessem se preparando desde janeiro de 2020. “Rotina bem agitada, devido às adaptações necessárias. Tínhamos certeza de que nosso envolvimento com a doença seria com maior intensidade, porque o serviço de controle de infecção atua diretamente em doenças de agravos epidemiológicos e interage com os órgãos oficiais.  Temos a responsabilidade de fornecer dados estatísticos que certamente contribuem com a tomada de decisão”, explica Louise, acrescentando que, devido à grande demanda de atendimentos, foi necessário estabelecer prioridades, alterar processos para atender às normativas oficiais e, sobretudo, contar com o precioso apoio de outras áreas em relação à mão de obra. Apesar das grandes dificuldades e dos enormes desafios diários, tudo correu muito bem.

Em casa, a enfermeira não precisou, felizmente, promover grandes alterações de rotinas –embora a paralisação nas escolas tenha causado alguns transtornos, especialmente porque as crianças eram cuidadas pela avó materna, de 78 anos, e isso, claro, teve que mudar. Mas, não muito mais. “Quem trabalha com controle de infecção naturalmente já desenvolve, em família, atitudes preventivas, destacando sempre a necessidade dos cuidados essenciais. Na pandemia, claro, reforço sempre as orientações em relação aos cuidados pessoais como higiene das mãos e uso de álcool para desinfecção nos ambientes”, conta, agradecida a seu marido e filhos pelo apoio, nesses tempos em que o trabalho aumentou e exigiu mais dela. “Eles são o meu alicerce diário e por eles e com eles que faço tudo”, diz Louise.

A profissional diz, ainda, que uma das principais mudanças foi em si própria, na forma como recebe e lida com as dificuldades, buscando o ponto de equilíbrio e aumentando a fé. “Busco e persisto em fazer com que os meus dias sejam leves e únicos, não espero que o outro indivíduo me retribua na mesma frequência, mas, espero com que a minha vibração contagie e possa fazer a diferença no dia do outro.”

Diretor Técnico: Dr. Bráulio Cesar da Rocha Barbosa - CRM 3379